Como Levar um Cachorro para os Estados Unidos

Levar um cachorro para os EUA pode ser um incômodo, pois diversas informações devem ser fornecidas para dar ao animal a permissão para entrar. Também há considerações especiais a serem feitas em termos de viagem, especialmente para outro país, com um cão. A melhor maneira de garantir que o processo seja tranquilo é ter um entendimento completo do protocolo ao se preparar para a jornada.

Fazendo planos de viagem

  1. Faça os preparativos para voar. A maioria das pessoas que viajam internacionalmente o fazem de avião. Caso esteja planejando voar e queira levar seu cachorro com você, há diversas considerações que precisam ser feitas.
    • Seu cachorro pode viajar na cabine com você ou embaixo do avião, como bagagem. Ele é considerado bagagem extra, e você será cobrado de acordo com o peso, incluindo a caixa do animal. Na maioria das companhias aéreas, o cão só pode ser levado como bagagem de mão se a caixa dele couber no assento a sua frente.
    • Companhias diferentes têm regras variadas quanto ao envio de cachorros. Algumas podem não permitir esses animais, não importando o peso e a raça, portanto cheque com a sua para ter certeza de que o cão é permitido no voo e de que você está seguindo todo o protocolo corretamente. A maioria das companhias exige que os animais venham com certificados de saúde de menos de 10 dias.
    • Certas raças perigosas, como os pit bulls, não podem viajar em algumas companhias ou serem levadas para certos Estados. Verifique essa informação com a empresa caso acredite que haja um risco da raça do seu cachorro ser um problema.
    • Compre uma caixa de transporte. A companhia aérea exige que a caixa seja grande o bastante para que o cachorro consiga ficar de pé e se virar dentro dela.
  2. Considere usar um serviço de realocação de animais. Caso levar o cão com você seja muito inconveniente ou sua companhia não acomodar o animal, contratar um serviço desse tipo é outra opção. Ele pode ser caro, mas valer o investimento se o envio normal por avião não for uma opção viável.
    • Comece a falar com uma agência bem antes da sua mudança. O serviço de realocação precisa seguir todos os regulamentos relativos ao transporte internacional e necessita de tempo suficiente para se planejar. Dois ou três meses de antecedência são a melhor maneira de garantir que o animal chegue aos EUA a tempo.
    • O valor varia, mas depende de bem mais do que apenas o peso do cachorro. Outros fatores incluem o peso da caixa, a distância da jornada, o nível de dificuldade para seguir os regulamentos e outros preparativos necessários para a chegada segura do animal. Pode ser difícil conseguir uma estimativa de custos sem marcar várias reuniões com um representante.
  3. Prepare o cão para a viagem. Ela é extremamente estressante para os animais de estimação, e adicionar o ônus de uma jornada internacional pode se tornar um desastre se o cachorro não estiver preparado. Nos meses anteriores à realocação, tome medidas para preparar o animal para a viagem.
    • Treine o cachorro para ficar na caixa antes da jornada. Os animais precisam se familiarizar com a caixa e aprender a associá-la a uma resposta positiva. Para tanto, pode-se começar colocando comida, água e brinquedos no local e deixando o cão entrar e sair de dentro dele quando quiser. Fechá-lo na caixa quando você estiver fora de casa ensinará o animal a aceitar o confinamento.
    • Depois de duas a três semanas, seu cachorro deverá ter se acalmado com a ideia de ficar na caixa em casa. Caso o animal seja pequeno o bastante, o ideal é poder carregar o objeto de um lugar para o outro com o cão dentro dele. Assim, o cachorro será dessensibilizado ao movimento, o que minimizará o trauma do deslocamento de um avião. Caso o cachorro seja grande demais para ser carregado, considere levá-lo para viagens de carro curtas dentro da caixa.
    • Antes de sair, corte as unhas do animal. Os cães ficam nervosos e podem tentar usar as patas para sair da caixa. Eles podem facilmente quebrar uma unha, o que levará a sangramento, choro e estresse geral.
    • Não alimente o cachorro nas duas horas anteriores ao voo, e só dê a ele uma refeição leve. Você não quer que o animal urine ou defeque na caixa devido ao nervosismo.
    • Mantendo o conforto do seu cão em mente, procure voar durante uma época do ano que não seja quente ou fria demais. Busque um voo com poucas escalas.

Conhecendo os regulamentos

  1. Leve o cachorro para tomar uma vacina contra a raiva e obter um certificado. A raiva é uma das questões mais importantes quando se trata de viagens internacionais. A grande maioria dos cães que viaja para os EUA precisa ter um certificado atual e válido, que deve incluir todas as seguintes informações:
    • O nome e o endereço do dono;
    • A raça, o sexo, a idade e a cor do cachorro;
    • A data da vacina contra raiva;
    • Os produtos usados para a vacinação;
    • A data em que a vacina expira;
    • O nome, o número da licença, o endereço e a assinatura do veterinário que aplicou a vacina.
    • A data da vacinação pode ter um impacto nos períodos de confinamento. Caso a vacina tenha ocorrido menos de 30 dias antes da chegada, seu cachorro ficará confinado por 30 dias até que possa ser liberado a você. Será possível escolher o local onde o cão ficará confinado.
  2. Familiarize-se com as exceções às restrições da raiva. Embora a maioria dos cachorros precise de uma vacina contra essa doença para ser aceita nos EUA, há algumas exceções. Sabendo quais são elas, você talvez possa prosseguir sem o certificado.
    • Caso tenha um filhote jovem demais para ser vacinado, com menos de três meses, você tem permissão para levá-lo para dentro do país. No entanto, o animal será confinado até que possa receber a vacina e por mais 30 dias.
    • Alguns países, como a Austrália, estão livres da raiva. Como o acesso a vacinas contra essa doença nesses locais é limitado, as regras são diferentes. Os cães podem entrar nos EUA sem a vacinação se tiverem vivido nesses países desde o nascimento ou por pelo menos seis meses. O animal precisará receber a vacina logo que chegar e ficará confinado por 30 dias.
    • Caso esteja importando um cachorro para pesquisas científicas e a presença de uma vacina contra a raiva possa interferir com esse estudo, é possível obter uma dispensa da exigência de vacinação.
  3. Aprenda sobre outras circunstâncias especiais. Além das preocupações com a raiva, há outras questões que cercam o transporte internacional de cães. Se você estiver vindo de certos países, os EUA têm um protocolo especial para permitir a entrada do animal.
    • As moscas-varejeiras, um inseto parasita que costuma infectar cães, só está presente em alguns países. Se o seu as contiver, seu cachorro precisará de um certificado fornecido por um veterinário licenciado que declare o animal livre desses insetos para poder entrar no país. O cão precisará ser inspecionado dentro de cinco dias antes de entrar nos EUA.
    • Caso você seja de um país que teve febre aftosa, precisará fazer considerações especiais ao levar o cachorro para os EUA. O pelo, os pés e a cama do animal deverão estar limpos. A palha e o feno deverão ser eliminados da caixa dele. Seu cão deverá tomar banho pouco tempo depois de chegar aos EUA e precisará ser mantido separado do gado por pelo menos cinco dias.
    • Não existem regulamentos separados para os cães que são levados ao país para propósitos comerciais ou de procriação. Você precisará seguir todo o protocolo, mesmo que o animal não seja de estimação.

Fazendo a viagem

  1. Vá até o consultório do veterinário. Diga ao profissional que você está pretendendo viajar para os EUA. Marque uma consulta logo para que tenha tempo suficiente para buscar os resultados dos exames. Os seguintes testes e procedimentos devem ser realizados:
    • Exames de sangue
    • Vacinações
    • Microchips para propósitos de identificação, se o veterinário puder fornecê-los
    • Depois do exame, o profissional deverá fornecer um Certificado de Inspeção Veterinária para liberar o animal para uma viagem internacional.
  2. Inclua todas as informações necessárias na caixa do cachorro. Ao viajar com o animal, é vital incluir algumas informações na caixa dele. Assim, você fornecerá segurança caso a caixa seja extraviada durante as conexões.
    • Inclua suas informações básicas de contato e o nome do animal. É bom colocar seu e-mail, pois se você estiver vindo de outro país, seu celular talvez não funcione nos EUA.
    • Mantenha as informações presas na caixa com fita adesiva ou outra resistente. Se possível, faça uma etiqueta com elas em uma gráfica local, pois ela se prenderá melhor ao objeto.
  3. Prepare-se para a alfândega. Ao viajar para os EUA, você precisará passar por esse local para que seu animal de estimação possa entrar no país. Prepare-se antes para que o processo seja tranquilo e rápido.
    • Além de obter formulários de seu veterinário e certificados de vacinação, você precisará preencher o "CPB Form 7501". Ele pede informações de contato básicas e faz diversas perguntas sobre seu cachorro. Esse formulário pode ser encontrado no site da sua companhia aérea. Deixe uma cópia à mão ao se aproximar da alfândega. Se o cão for enviado como bagagem, envie uma cópia desse e de outros formulários à empresa responsável pelo transporte.
    • Verifique o horário de funcionamento da alfândega do seu local de chegada. Você não quer acabar esperando uma noite inteira para levar seu cachorro à salvo para casa.
    • Se tiver toda a papelada correta e seu cão não precisar de confinamento, você poderá entrar no país.

Dicas

  • Deixe uma peça de roupa sua, ou até um sapato velho dentro da caixa com seu cachorro. Seu cheiro dará conforto a ele durante o estresse da jornada.
  • No dia da viagem, veja se tem toda a documentação do animal antes de ir para o aeroporto. Com toda a sua própria bagagem, o passaporte, as passagens e outros detalhes de última hora para se pensar, é muito fácil esquecer informações necessárias.
  • As caixas de transporte podem ser caras, e procurar por uma usada nos classificados talvez valha a pena. Você também pode postar seu próprio anúncio no jornal ou na clínica veterinária, declarando seu interesse em comprar uma caixa usada.
  • Coloque uma placa de identificação na coleira do seu cachorro com telefones de contato nos dois países - o que você está deixando e o destino. É melhor se preparar para uma eventualidade, mesmo que improvável.
  • Como o Havaí é um território norte-americano livre da raiva, as restrições desse local quanto à importação de animais estrangeiros é bastante restrita e diferente dos outros Estados. Os filhotes com menos de 10 meses de idade não são permitidos, e várias leis de quarentena estão vigentes. Caso esteja viajando para o Havaí, tome muito cuidado quanto a levar seu animal de estimação para lá.
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