Como Tratar uma Parada Cardíaca Súbita

A parada cardíaca súbita (PCS), frequentemente confundida com o ataque cardíaco, é uma condição tratável que não precisa, necessariamente, levar à morte súbita. Quando uma pessoa sofre uma PCS, ela pode estar bem em um momento e ter um colapso em seguida, sem nenhum tipo de aviso. Sem a intervenção imediata, a vítima quase sempre morre. Nos Estados Unidos, a PCS é a principal causa de mortes, afetando mais pessoas do que o câncer de mama, câncer de próstata, câncer colorretal, AIDS, acidentes de trânsito, incêndios e ferimentos à bala juntos. Somente 7% das vítimas sobrevive — mas mais de 50% podem sobreviver. Ao saber o que fazer e entrar em ação rapidamente, você pode fazer a diferença entre vida e morte de alguma pessoa querida.

Passos

  1. Aprenda a reconhecer uma parada cardíaca súbita (PCS). Quando uma pessoa apresenta uma PCS, a tendência é de que ela perca a consciência subitamente, a respiração normal pare e os sinais de vida desapareçam.
  2. Decida ajudar. As vítimas de PCS só podem ser salvas se as pessoas presentes no momento intervenham imediatamente. Não haverá tempo suficiente para esperar que profissionais médicos cheguem ao local e as chances de sobrevivência diminuem em 10% a cada minuto após o colapso. Você pode ser a única chance de sobrevivência da pessoa.
  3. Ligue para a emergência. O melhor é pedir para alguém ao redor ligar, solicitando ajuda médica, enquanto que você começa o tratamento. Certifique-se de se comunicar com uma pessoa específica, como "Bob, ligue para a emergência". Caso contrário, as pessoas em uma multidão hesitarão e esperarão que outra pessoa ajude.
  4. Se houver um desfibrilador externo automático (DEA) disponível, pegue-o imediatamente ou peça a alguém que o traga até você.
    • Coloque os eletrodos do DEA no peito da pessoa, como mostrado nos diagramas que acompanham o equipamento.
    • Siga as instruções visuais e de voz. Se a pessoa estiver com um ritmo cardíaco alterado, o DEA fornecerá uma corrente elétrica ao coração automaticamente. Essa terapia pode restaurar o ritmo cardíaco normal, quando usada rapidamente. Não se preocupe se você irá machucar a vítima; os DEAs são seguros e eficazes. Além disso, esses dispositivos não darão choques a menos que seja necessário.
  5. Se não houver um DEA disponível, comece a fazer a reanimação cardiorrespiratória (RCR).
    • Incline a cabeça da pessoa para trás e escute a respiração.
    • Se a pessoa não estiver respirando normalmente, aperte o nariz dela, cubra a boca com a sua e sopre até que os pulmões se encham de ar.
    • Repita a respiração duas vezes. Cada uma delas deve demorar um segundo.
  6. Se ainda assim a pessoa não respirar, tossir ou se mover normalmente, comece as compressões torácicas.
    • Pressione o peito com força (cerca de 4 a 6 cm entre os mamilos). Repita o procedimento 30 vezes.
    • Bombeie a uma velocidade de 100 vezes/minuto — mais rápido que uma vez por segundo. Continue com duas respirações e 30 compressões até que os médicos cheguem.
  7. Lembre-se de que salvar vítimas da morte súbita devido à PCS depende da intervenção imediata das pessoas ao redor. Somente você pode evitar a morte de alguém!

Dicas

  • Não se preocupe se as costelas da pessoa quebrarão durante as compressões torácicas — dada a chance entre viver com alguma lesão e morrer intacto, o que você escolheria?
  • Se você ainda não fez um curso em reanimação cardiorrespiratória (RCR) e de como usar um desfibrilador externo automático (DEA), é uma boa ideia investir um tempo nessas habilidades fundamentais para salvar vidas. Para mais informações, visite Fundação da Parada Cardíaca Súbita (em inglês). Esse investimento em um curso rápido pode salvar a vida de alguém que você ama.

Avisos

  • Um dos principais motivos das pessoas vítimas de PCSs não sobreviverem é a hesitação das pessoas ao redor em ligar para a emergência, começar a RCR e usar o DEA imediatamente. Se você quer salvar uma vida, não hesite em se envolver. Suas ações só ajudarão. Não fazer nada é a pior opção.

Materiais Necessários

  • Um DEA, se houver
  • Celular para chamar a emergência
  • Conhecimento das técnicas de RCR
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