Como Trazer um Animal de Estimação de Outro País para os Estados Unidos

Trazer um animal de estimação de outro país para os Estados Unidos não é uma tarefa simples. Ainda que a ideia de viajar com seu bichinho seja animadora, não deixe de se cumprir todas as exigências para sua entrada no país. Para que o processo corra de maneira mais tranquila, reserve tempo suficiente para pesquisar tais exigências, obter a documentação necessária e se preparar para a viagem aérea do seu animal.

Consultando um veterinário antes de viajar para os Estados Unidos

  1. Leve seu animal ao veterinário. Assegurar-se de que ele está saudável e com todos as vacinas em dia é uma das coisas mais importantes a serem feitas para garantir uma entrada segura e tranquila nos Estados Unidos. Caso um animal desembarque no país aparentando estar doente, ele deverá ser examinado por um veterinário licenciado, e o custo será pago pelo dono.
    • Ao marcar a consulta com seu veterinário, informe que fará uma viagem para os Estados Unidos. O veterinário vai atestar se seu bichinho está com a vacinação em dia e fornecer toda a documentação necessária antes da sua viagem.
    • Seu animal terá mais condições de suportar uma viagem internacional se estiver saudável.
    • Também é uma boa ideia contatar a embaixada americana mais próxima para descobrir se há qualquer exigência específica para transportar um animal entre o seu país e os Estados Unidos. Isso pode variar de acordo com as doenças mais comuns em cada país, principalmente no caso de doenças raras nos Estados Unidos.
  2. Confira a validade da vacina antirrábica de seu bicho. Nos Estados Unidos, tal pode ser um requisito para cachorros e gatos. Ainda que os gatos não precisem desta vacina para entrar no país, alguns estados a exigem. Verifique as condições impostas pelo estado para o qual viajará.
  3. Pesquise as exigências de vacinação antirrábica canina. A vacina antirrábica é exigida na entrada aos Estados Unidos para todos os cães, incluindo filhotes e cães de serviço. Seu cão precisa ter um certificado de vacinação antirrábica preenchido e assinado por um veterinário licenciado.
    • Entre as informações constantes no certificado estarão: seus dados de contato (nome e endereço), dados do seu cão (idade, raça, sexo etc.), data da vacinação antirrábica e informações sobe a vacina.
    • Se o seu cão não estiver previamente vacinado contra a raiva, ele precisará receber a vacina no mínimo 30 dias antes de sua chegada aos Estados Unidos.
    • É permitido que seu cachorro receba um reforço da vacina antirrábica com menos de 30 dias de antecedência à sua chegada, caso ele atenda aos seguintes requisitos: 1) tenha no mínimo 15 meses de idade, 2) tenha sido vacinado contra a raiva após 3 meses de idade, e 3) a validade da vacina tenha expirado.
    • Seu cão não vai precisar de uma vacina antirrábica se você estiver saindo de um país onde a doença não existe ou foi erradicada, principalmente se tiver passado seus últimos seis meses lá. Uma lista atual dos países livres da raiva pode ser acessada no endereço: http://www.cdc.gov/importation/rabies-free-countries.html
    • Não se esqueça de que seu cachorro pode ter a entrada negada caso você não esteja portando um documento válido que comprove a vacinação antirrábica.
  4. Converse com seu veterinário sobre a viagem aérea do seu animal. Viagens aéreas podem ser particularmente difíceis para os animais. A ansiedade pela viagem, somada ao confinamento do avião, podem ser bastante estressantes para o seu bichinho. A Sociedade Americana Protetora dos Animais desaconselha a sedação de animais para viagens aéreas, uma vez que os sedativos podem prejudicar a respiração.
    • Converse com o veterinário sobre opções seguras para manter seu animal de estimação calmo durante o voo.
  5. Identifique seu animal com um microchip. Esta é uma opção mais indicada para cães e gatos. A identificação por microchip não é um requisito para entrada nos Estados Unidos, mas é altamente recomendada em viagens aéreas. O microchip vai ajudá-lo, caso seu bicho fuja.
    • O veterinário pode inserir o microchip no seu animal durante a consulta.
    • Seu cachorro ou gato deve ter, também, uma coleira e um cartão de identificação.

Obtendo a documentação necessária para seu animal

  1. Verifique se você precisa de um certificado veterinário para seu animal. Uma declaração de sanidade animal, conhecida oficialmente como Certificado Veterinário, não é uma exigência para a entrada da maioria dos animais nos Estados Unidos. Porém, muitas companhias aéreas, e também alguns estados, exigem tal tipo de certificado. Para obter mais informações sobre os certificados exigidos, entre em contato com sua companhia aérea e o estado para o qual está viajando.
    • Caso seja necessário um certificado veterinário, ele precisará ser preenchido e assinado por um veterinário licenciado.
    • No caso de viagens internacionais, pode haver restrições a respeito da antecedência máxima da data de emissão do certificado veterinário em relação à data da viagem. Tenha atenção a essas restrições para garantir que seu certificado seja emitido dentro do prazo apropriado antes de sua viagem para os Estados Unidos.
  2. Pesquise as exigências para entrada de pássaros de estimação. A entrada de pássaros provenientes de alguns países é proibida devido ao risco de gripe aviária. Visite o site do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - USDA APHIS (https://www.aphis.usda.gov/wps/portal/aphis/ourfocus/importexport) para consultar a lista desses países.
    • Mesmo que você não esteja vindo de um dos países banidos, seu pássaro precisará ficar em quarentena no USDA Animal Import Center durante 30 dias, sendo você o responsável pelos custos.
    • São necessários diversos documentos para a entrada de pássaros de estimação nos Estados Unidos: Certificado Veterinário (Exporting Country Veterinary Health Certification), Permissão de Entrada (USDA Import Permit), e Certificado de Fauna e Peixes (Fish and Wildlife Certification), se necessário.
  3. Descubra as exigências para entrada de outros tipos de animais de estimação. Não existem restrições ou requisitos específicos para a entrada de coelhos, porquinhos-da-índia, hamsters ou furões. Se você tem um desses animais, eles precisam estar saudáveis ao entrar no país. Se seu bichinho estiver com aparência de doente, ele será colocado em quarentena, e os custos serão pagos por você.
    • Se você tem uma tartaruga de estimação, a extensão do casco será importante para a entrada nos Estados Unidos. Tartarugas com cascos inferiores a quatro polegadas (cerca de 12 centímetros) têm entrada permitida nos Estados Unidos, contanto que não sejam utilizadas para fins comerciais.

Preparando-se para a viagem de avião com seu animal de estimação

  1. Avalie as opções para a viagem aérea de seu animal. Você pode optar por: levá-lo no mesmo voo em que você vai, colocá-lo num voo diferente do seu ou enviá-lo para os Estados Unidos através de um serviço comercial de entregas. Caso opte por levá-lo no seu próprio voo, ele poderá viajar com você na cabine ou ser despachado como bagagem ou carga.
    • Apenas cães e gatos pequenos podem viajar na cabine e precisam estar dentro de um transportador específico, colocado de maneira segura embaixo do assento à sua frente. Confirme com sua companhia aérea as exigências relativas ao transportador, caso seu bichinho vá viajar com você na cabine.
    • Cães e gatos despachados como bagagem ou carga devem estar acomodados em um transportador robusto, com espaço suficiente para que possam se sentar, deitar ou ficar de pé de maneira confortável.
    • Viagens de avião podem ser bastante difíceis para os animais, mas as companhias aéreas se esforçam para oferecer um transporte confortável também para aqueles que não viajam na cabine. O compartimento de bagagens e cargas, por exemplo, é pressurizado e silencioso.
    • Você pode comprar transportadores específicos para viagens no pet shop de sua preferência ou através da companhia aérea. Lembre-se que deve ser um transportador aprovado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
    • Se você não se sente confortável em despachar seu animal de estimação por um serviço de entregas ou em um voo diferente do seu, siga as instruções e requisitos da companhia aérea para garantir uma viagem tranquila para você e seu bichinho.
  2. Contate sua companhia aérea para descobrir os requisitos para viagem com animais. É muito importante conhecer todas as informações antes de reservar seu voo. Saiba que os requisitos podem ser diferentes em cada companhia aérea e variar entre companhias de dentro e fora dos Estados Unidos.
    • As companhias aéreas norte-americanas normalmente exigem um certificado veterinário para animais em viagens internacionais. Algumas delas exigem que o documento tenha sido expedido há, no máximo, 10 dias. Outras pedem que ele tenha menos de 10 dias de expedição.
    • Animais com peso superior a 45 kg serão despachados como carga. Se seu bicho tem aproximadamente esse peso, confira com a companhia aérea se você deve pagar alguma taxa para despacho de carga.
    • Também é importante perguntar onde você deverá buscar seu animal ao desembarcar.
  3. Identifique adequadamente o transportador do seu animal. Isso é muito importante! Inclua seus dados de contato, bem como o endereço para onde está viajando. Também é recomendado colocar uma foto nítida do seu bichinho no transportador, pois ela será útil, caso ele escape.
    • Cole no transportador um adesivo de “carga viva” (ou “live animal”), além de setas indicando o lado que deve ficar virado para cima.
  4. Informe aos funcionários da companhia aérea que você está viajando com um animal de estimação. A partir do momento em que você fizer o check in até a chegada ao seu assento, informe ao maior número de funcionários possível que seu bichinho está viajando com você. Eles terão condições de gerir os assentos, acomodando o animal de maneira confortável e segura.
  5. Aumente o conforto do seu animal durante o voo. Além de se garantir que seu bichinho está saudável, você pode fazer com que a viagem seja o mais confortável possível para ele. Uma das maneiras é oferecer uma refeição leve cerca de duas horas antes de sua chegada ao aeroporto de embarque. Você certamente quer evitar que ele tenha muita comida no estômago antes de entrar no avião.
    • Se você está viajando com um cachorro, uma boa ideia é fazer uma caminhada com ele antes de se dirigir ao aeroporto e mais uma após o check in. Isso vai exercitá-lo um pouco, além de ser uma oportunidade para ele ir ao banheiro antes de entrar no avião.
    • Evite escalas no seu voo. Dependendo do seu local de embarque, as escalas podem ser inevitáveis. Se for impossível conseguir um voo direto, procure uma opção com o mínimo de escalas. Isso vai minimizar o estresse do embarque e desembarque – para você e para o seu animal.
    • No caso de viagens longas, pode ser útil congelar uma porção de comida e água na noite anterior ao voo. As porções congeladas vão evitar sujeira no transportador do seu animal e podem tornar mais fácil para você e os comissários a tarefa de alimentá-lo.

Dicas

  • Trazer seu animal de estimação para os Estados Unidos exige uma preparação cuidadosa. Reserve bastante tempo para isso e esteja atento aos custos adicionais, como consultas veterinárias, taxas da companhia aérea etc.
  • Como filhotes não podem receber a vacina antirrábica antes dos três meses de idade, apenas animais acima de quatro meses podem entrar nos Estados Unidos.

Avisos

  • Seu cão também será barrado caso esteja infestado por larvas da mosca da bicheira (screwworms). Como tal parasita pode ser devastador para a agricultura norte-americana, caso você esteja saindo de um país em que ela está presente, seu cachorro precisará de um certificado de ausência de infestação. Visite o site do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - USDA APHIS (https://www.aphis.usda.gov/wps/portal/aphis/ourfocus/importexport) para consultar a lista destes países.
  • Sedativos podem afetar a capacidade de respiração de seu animal durante o voo.
  • Seu cão será barrado na entrada, caso possua uma doença contagiosa. Leve seu animal ao veterinário para se atestar que ele está livre de doenças contagiosas.
  • Existe a possibilidade de que seu animal adoeça ou mesmo morra durante o voo. Se ele falecer durante a viagem, agentes da administração sanitária precisarão assegurar que ele não possui uma doença contagiosa.
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