Como Classificar Animais

Da mais simples água-viva aos primatas mas avançados, o reino animal abriga uma seleção diversa de organismos. Estima-se que existam de 9 a 10 milhões de espécies na Terra. Para organizar essa gama de diversidade, os biólogos usam um sistema de classificação que envolve “categorias” estratificadas que agrupam os animais de acordo com suas semelhanças. Navegar por este sistema é fácil demais depois de pegar a prática! Veja o passo 1 para começar.

Tabela taxonômica

Atribuindo uma classificação taxonômica

  1. Comece com o reino Animalia. Todos os animais são, por definição, membros do reino Animalia (também chamado ás vezes de "Metazoa" ). Todos os organismos neste reino são animais e todos os organismos fora dele não são animais. Portanto, quando se classifica animais, você sempre estará usando esta grande categoria "guarda-chuva".
    • Além do Animalia, os outros reinos taxonômicos são o Plantae (plantas), Fungi (fungos), Protista (eucariotos unicelulares) e Monera (procariotos).
    • Como um exemplo, vamos tentar classificar os seres humanos anatomicamente modernos de acordo com as regras da classificação taxonômica. Os humanos são animais aeróbios, então vamos começar com o reino Animalia como indicado acima.
  2. Designe um filo para o seu animal. O filo é a categoria logo abaixo da categoria guarda-chuva do reino Animalia. Existem 35 filos diferentes no reino Animalia. A grosso modo, cada filo pode ser pensado numa forma que agrupa seus membros de acordo com a morfologia geral ou o plano corporal. Por exemplo, todos os membros do filo Chordata têm um tubo nervoso dorsal oco (essencialmente uma espinha dorsal), enquanto todos os membros do filo Echinodermata têm uma simetria pentarradial e uma marca registrada que é a pele “espinhosa”.
    • Vale a pena notar que, dado que as categorias taxonômicas foram criadas antes do advento da tecnologia genética moderna, podem existir incongruidades entre os organismos agrupados em um filo e suas reais similaridades genéticas.
    • No nosso exemplo, vamos classificar os humanos no filo Chordata porque temos um tubo nervoso dorsal oco – uma espinha dorsal
  3. Defina uma classe para o seu animal. Depois do filo vem uma categoria da classe do animal. Todos os fios juntos possuem 111 classes diferentes no total. Geralmente, os membros de uma classe são agrupados juntos, baseado em suas semelhanças genéticas e/ou morfológicas. Por exemplo, veja alguns exemplos de classes no filo Chordata:
    • Mammalia (Mamíferos) – de sangue quente, com pelos, coração de quatro cavidades e glândulas mamárias para secretar leite. Normalmente (mas não sempre) se reproduzem via embrião.
    • Aves (Aves) – de sangue quente, ovíparas, com coração de quatro cavidades, penas e asas.
    • Reptilia (Répteis) – de sangue frio, ovíparos, com escamas ou placas ósseas e (normalmente) corações de três cavidades.
    • Amphibia (Anfíbios) – de sangue frio, com corações de três cavidades e (geralmente) um ciclo de vida larval desenvolvido na água, ovos permeáveis e uma pele que funciona como um órgão respiratório.
    • Além disso, dentro do filo Chordata, existe um grande número de classes para peixes e organismos relacionados. Veja alguns abaixo:
      • Actinopterygii – peixes actinopterígeos
      • Elasmobranchii – tubarões, cações, raias rajiformes e myliobatiformes
      • Hyperoartia - Lampréias e afins
    • No nosso exemplo, vamos agrupar os humanos na classe Mammalia porque exibimos características listadas acima.
  4. Atribua uma ordem ao seu animal. Depois de categoria de classe vem a ordem de um animal. Ordens são usadas para agrupar animais em grupos mais facilmente gerenciáveis que são mais específicos do que os termos inclusivos e abrangentes do filo e da classe, mas menos específicos do que o gênero, espécie e assim por diante. Por exemplo, as duas ordens da classe Reptilia são:
    • Testudines – tartarugas, cágados, etc.
    • Squamata – cobras e lagartos
    • No nosso exemplo, classificaremos os humanos na ordem Primatas, com os macacos, gorilas e nossos predecessores proto-humanos já extintos.
  5. Defina uma família para o animal. Depois do agrupamento da ordem, a classificação taxonômica de um animal começa a se tornar bem específica. Por exemplo, uma variedade específica do nome popular de um animal pode ser derivada da raiz latina do seu nome familiar – lagartixas ou gecos (membros da família Gekkonidae) são nomeados desta forma. Alguns outros exemplos de famílias da ordem Squamata são:
    • Chamaeleonidae - camaleões
    • Iguanidae - iguanas
    • Scincidae - mabuias
    • No nosso exemplo, classificaremos os humanos na família Hominidae com os grandes símios e proto-humanos.
  6. Atribua um gênero para o animal. O gênero de um animal é usado para diferenciá-lo de outros tipos de animais que podem ser superficialmente parecidos ou até compartilharem um nome popular. Por exemplo, os membros da família Gekkonidae são todos lagartixas, mas os membros do gênero Dixonius são diferentes do gênero Lepidodactylus, e assim sucessivamente para todas os 51 gêneros da família Gekkonidae.
    • Em nosso exemplo, os humanos são classificados Homo, que incluem os humanos modernos e tipos de ancestrais humanos que são conhecidos na cultura popular – neandertais, cro-magnons, e assim por diante.
  7. Determine uma espécie para o seu animal. A espécie de um animal é normalmente a categoria taxonômica mais específica que se pode ter. Espécies são muitas vezes definidas como o maior grupo de organismos capazes de se acasalar e produzir prole. Em outras palavras, apenas animais que são da mesma espécie podem se acasalar e produzir descendência fértil. Animais que não são da mesma espécie podem produzir prole às vezes, mas esta é quase sempre estéril e não consegue produzir descendentes próprios (um exemplo comum é a mula, que é estéril e é produzida pelo acasalamento de um cavalo e uma jumenta (ou vice-versa)). Perceba que organismos da mesma espécie podem ter diferenças morfológicas a despeito de suas relações próximas.
    • No nosso exemplo, finalmente classificaremos os humanos na espécie sapiens. Esta categoria exclui todas as outras formas de vida exceto os humanos. Note que os humanos modernos do gênero Homo e espécie Sapiens podem ter muitas diferenças morfológicas – tamanho diferente, aparência facial, cor da pele, cor do cabelo, dentre outros. E ainda, qualquer par macho-fêmea de humanos saudáveis pode produzir prole fértil, então todas as pessoas são humanas.
  8. Em alguns casos, atribua uma subespécie ao animal. Como regra geral, a espécie de um animal é a classificação mais específica que ele pode receber. Entretanto, há muitas exceções à esta regra, nas quais os cientistas categorizam a espécie dos animais em duas ou mais subespécies. Uma dada espécie sempre terá duas ou mais subespécies ou nenhuma – nunca apenas uma. Uma situação comum nas quais as classificações de subespécie são atribuídas é se dentro de uma espécie, certos grupos de organismos são capazes de produzir descendência fértil, mas não fazem isso na natureza devido à separação geográfica, padrões de comportamento ou outras razões.
    • Em nosso exemplo, se queremos nos referir aos humanos anatomicamente modernos (por exemplo, os tipos de humanos que habitam o mundo hoje), nós podemos usar a subespécie sapiens para nos diferenciarmos mais do Homo sapiens idaltu, outro tipo de proto-humano na espécie Homo sapiens.
  9. Use a mnemônica "Raios Fortes Caíram Ontem Fizeram Grandes Estragos" para se lembrar das categorias taxonômicas. Várias mnemônicas, incluindo esta, são úteis para lembrar das sete categorias taxonômicas principais – reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie – e sua ordem. A primeira letra de cada palavra na mnemônica corresponde à primeira letra de cada categoria taxonômica na ordem. Ou seja, "Raios" corresponde a "reino", "Fortes" corresponde a "filo", e assim sucessivamente.

Classificando um animal pelo seu nome científico

  1. Comece com o nome científico de um animal. As duas categorias taxonômicas finais, gênero e espécie, que são as mais específicas das categorias, são usadas para compor o nome científico de um animal. Em outras palavras, o nome oficial de animal pelo qual é reconhecido pelos cientistas mundialmente, é seu Gênero (em maiúsculo) seguido pela sua espécie (em minúsculo). Por exemplo, o nome científico dos humanos modernos é Homo sapiens porque eles pertencem ao gênero Homo e espécie Sapiens. Note que o nome científico é normalmente escrito em itálico.
    • Devido ao fato de o gênero e espécie de um animal serem suas classificações mais específicas, isto geralmente vai ser informação classificatória suficiente para a maioria dos propósitos.
  2. Use o nome científico como ponto de partida para sua pesquisa. Como o nome científico é o gênero e espécie, se você sabe o nome oficial do animal, normalmente possui informação suficiente para encontrar o resto de suas categorias taxonômicas usando estas duas como ponto de partida. Você pode fazer isto simplesmente olhando o nome científico do animal em algum livro ou outra ferramenta com informações taxonômicas adequadas.
  3. Além disso, comece de trás para frente por inferência. Assim que souber o nome científico, Também é possível determinar as classificações taxonômicas de um animal por inferência, usando a morfologia, histórico evolutivo e relações genéticas com outros animais, para escolher sua família, ordem e assim sucessivamente. Utilize a informação que tem sobre a espécie para ajudar na sua pesquisa. Se possível, veja e reveja suas inferências em um algum recurso que contenha informações apropriadas sobre biologia e taxonomia.
    • Por exemplo, no nosso exemplo de Homo sapiens, se sabemos que os humanos compartilham um ancestral evolucionário com os grandes símios, podemos posicioná-los na família Hominidae com o resto dos grandes primatas (chimpanzés, gorilas, e orangotangos). Já que os grandes símios são primatas, podemos colocar os Homo sapiens na ordem Primatas também. A partir daqui, a classe e o filo são fáceis. Obviamente, todos os primatas são mamíferos, então podemos dizer que os humanos estão na classe Mammalia. Todos os mamíferos têm espinha dorsal, logo podemos dizer que os humanos estão no filo Chordata.
    • Como mencionado no começo do artigo, todos os animais vão estar no reino Animalia, independentemente de suas outras classificações taxonômicas.
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