Como Ser Auto‐Suficiente

Embora estar em um relacionamento sério e íntimo possa enriquecer a sua vida, sentir-se incapaz de funcionar sem outra pessoa pode levar a problemas como a Dependência Relacional. Essa doença é um mal progressivo, ou seja, ocorre quando o relacionamento começa de forma saudável, mas uma das pessoas envolvidas se torna gradualmente mais controladora ou dependente da outra, o que pode resultar em uma relação prejudicial. Além disso, a realização pessoal é algo importante para o autodesenvolvimento e uma necessidade essencial que motiva o nosso comportamento. Em geral, pessoas independentes e autossuficientes sobrevivem e funcionam melhor na sociedade do que aquelas que dependem de outros para sua alegria e sustentabilidade. Tomar controle de tarefas e habilidades básicas de vida não somente o ajudará a cuidar de si mesmo, como também contribuirá para torná-lo uma pessoa mais feliz.

Desenvolvendo hábitos independentes

  1. Assuma responsabilidade por sua própria vida. Parte de ser autossuficiente é assumir certas responsabilidades que permitem às pessoas vivenciar sua independência. Fazer coisas simples como pagar as contas em dia, limpar depois de sujar e ir para o trabalho ou escola na hora certa pode ajudá-lo a se sentir mais responsável e autossuficiente.
    • Se estiver desempregado, você tem a responsabilidade de procurar por um emprego, buscar uma educação que leve a um trabalho ou começar o próprio negócio.
  2. Informe-se. Informação é poder, e ter informações dará a você o poder de tomar as próprias decisões e afirmar a sua independência. Tente estar inteirado e atualizado a respeito do que acontece em seu local de negócios ou estudos, na cidade, no estado, no país e no mundo.
    • Por exemplo, saber que haverá uma votação em sua área que permite a criação de galinhas em casa pode dar a você a oportunidade de se unir com outras pessoas a fim de manter um galinheiro pessoal para ter sempre ovos frescos à disposição.
  3. Saiba aonde você está indo. Você precisa ter um senso de direção. Algo deve levá-lo adiante. Por exemplo, se você está na faculdade, deve ao menos ter uma noção do que quer fazer depois de completá-la e de quais áreas você mais ama estudar. Tente também ter objetivos para a sua própria vida. Desenvolva objetivos em curto, médio e longo prazos e seja realista com relação ao que é necessário para realizá-los.
    • Procure um conselheiro vocacional se você não sabe ao certo o que deseja fazer com a sua vida. Autoavaliações vocacionais estão disponíveis também na internet.
    • Muitas escolas têm centros vocacionais ou conselheiros à disposição de todos os estudantes matriculados. Esses recursos poderão ajudá-lo a moldar uma melhor visão de seu próprio futuro.
  4. Tome as suas próprias decisões. Essencialmente, deixar que outros decidam por você é desistir de sua independência e autossuficiência. Afirme-se e tome as suas próprias decisões com base em seus sonhos e objetivos. Embora seja importante ter consideração por outras pessoas, é desnecessário abandonar a sua capacidade de decidir por conta própria.
    • Por exemplo, se você está procurando por um lugar para viver com um colega de quarto, é importante que decida com base no que é melhor para você. Caso prefira alugar uma casa e ter mais independência do que teria em um prédio com apartamentos, atenha-se à sua preferência e não permita que ele o convença a algo que você não quer para a sua vida.
    • Também pode ser comum para algumas pessoas permitir que seus cônjuges ou parceiros tomem todas as decisões no relacionamento, desde aonde ir para comer até o local onde viverão e o carro que deverão comprar. Mudar a dinâmica desse tipo de relacionamento pode desgastar a ambos, mas ter parte na tomada de decisões tanto diariamente como em longo prazo dará a você um maior controle de sua própria vida.

Administrando dinheiro de forma independente

  1. Aprenda como administrar dinheiro. Permitir que outros administrem o seu dinheiro pode resultar em dívidas indesejadas, pouca liberdade para usá-lo como desejar ou até mesmo à perda de sabedoria financeira ao lidar com dinheiro.
    • Esses resultados podem deixá-lo mais dependente da pessoa que administra o dinheiro, o que dificulta não apenas sair de um relacionamento prejudicial, se necessário, como também tem o potencial de colocá-lo em uma posição diferente, caso ela pare de cuidar dessa área (por questões de doença ou morte).
  2. Livre-se das dívidas. Especialistas afirmam que o total dos pagamentos mensais de dívidas em longo prazo não devem exceder 36% de sua renda mensal bruta (ou seja, a renda antes da retirada de impostos, planos de saúde etc.). Dívidas em longo prazo podem incluir financiamentos imobiliários, pagamentos do carro, empréstimos estudantis e, naturalmente, faturas de cartões de crédito.
    • Se você se endividar em mais de 36% da renda mensal bruta, faça um plano indicando como pagará a dívida, começando com as faturas de crédito com as taxas de juros mais elevadas.
    • Algumas possibilidades incluem a transferência das faturas para uma linha de crédito com juros menores, redesenhar todo o orçamento mensal para destinar mais dinheiro aos pagamentos ou consolidar a dívida em um único pagamento com baixa taxa de juros. Por exemplo, se você possui um imóvel e deseja refinanciá-lo, pode ser possível usar o capital recebido para pagar as dívidas sem abrir outra linha de crédito.
  3. Pague em dinheiro em vez de usar o cartão de crédito. Enquanto você paga as faturas, resista ao desejo de aumentar ainda mais o saldo devedor. A única forma de eliminar as dívidas é acabar com aquela que você já contraiu no passado. Se não houver dinheiro suficiente durante o pagamento para cobrir os custos, evite a compra. Você também pode usar um cartão de débito, o que é equivalente ao pagamento em dinheiro. Evite também pedir dinheiro emprestado a um amigo ou parente.
  4. Tenha sempre dinheiro à mão. Facilite o pagamento em dinheiro mantendo algumas notas sempre à disposição. No entanto, guarde-os em um local seguro. Além disso, tenha uma poupança suficientemente grande para o caso de gastos inesperados surgirem (e que provavelmente acontecerão) — dessa forma, você pode pagar as dívidas com dinheiro em vez de contrair ainda mais.
    • Pense na poupança como forma de dar a si mesmo um empréstimo com 0% de juros. Por essa razão, às vezes faz mais sentido financeiro poupar do que pagar uma dívida.
  5. Possua um imóvel. Desenvolver o seu crédito e capital próprio com a posse de um imóvel ainda é uma das melhores formas de se tornar autossuficiente e construir riqueza. Empréstimos podem prendê-lo em uma situação desagradável, e proprietários podem mudar os termos com a renovação do contrato, o que talvez o force a sair dessa situação de vida antes mesmo de pensar em mudar.
    • Ao comprar uma propriedade, procure por casas ou apartamentos dentro de seu orçamento (em outras palavras, evite um financiamento com parcelas superiores a 28% de sua renda mensal).
  6. Viva dentro de suas possibilidades. Crie um orçamento mental e limite-se a ele. Isso é possível apenas se você for honesto com relação aos próprios gastos e se preparar para despesas imprevistas. Se você não sabe para onde vai o dinheiro todo mês, repasse os gastos mensais (aluguel/financiamento, utilitários, seguros, impostos) junto às despesas com comer fora, compras, combustível e entretenimento.
    • Um exemplo de orçamento mensal ficaria da seguinte maneira:
      • Financiamento/aluguel: R$ 1.000,00
      • Parcelas do carro: R$ 400,00
      • Gás e eletricidade: R$ 200,00
      • Água: R$ 30,00
      • Celular: R$ 100,00
      • Televisão e internet: R$ 100,00
      • Alimentação: R$ 800,00
      • Entretenimento: R$ 150,00
      • Seguro imobiliário: R$ 300,00
      • Seguro de saúde: R$ 300,00
      • Seguro do carro: R$ 100,00
      • Combustível: R$ 200,00
      • Cuidados da criança: R$ 600,00
      • Pagamentos do cartão de crédito: R$ 200,00
      • Outros gastos (podem incluir pensão infantil, pensão alimentícia, atividades ou aulas, impostos imobiliários ou serviços utilitários adicionais, como coleta de lixo e reciclagem, ou uma conta de telefone comunitária).
    • Ver os gastos de forma comparativa com relação à renda mensal pode trazer uma maior conscientização do que você pode ou não se dar ao luxo de gastar.
    • Isso dá a você a oportunidade de conversar com as pessoas com quem você divide dinheiro e definir expectativas acerca de como ele deve ser administrado, tornando-o mais envolvido e autossuficiente.

Vivendo de forma autossuficiente

  1. Identifique e tenha conhecimento de tudo aquilo pelo que você deve ser responsável. Algumas coisas estão sob sua responsabilidade, não importa se você está ciente delas ou não. Por isso, conscientizar-se delas dá a você a oportunidade de fazer uso dessa responsabilidade e cuidar de si mesmo.
  2. Prepare a sua própria comida. Deixar que outros cozinhem para você ou comprem comidas prontas leva à dependência de outros, o que comprometerá a sua autossuficiência. Cozinhar por conta própria também permite que você poupe dinheiro e coma de forma mais saudável, além de trazer um grande senso de conquista.
    • Faça aulas ou aprenda a cozinhar na internet ou televisão. Se você se sente desconfortável na cozinha, considere fazer aulas para iniciantes em uma faculdade ou acompanhe os programas de algum chef culinário em um canal da rede local. Há diversas celebridades apresentando programas com receitas simples que podem ser feitas até mesmo pelo cozinheiro mais apreensivo.
    • Peça a um parente que o ensine a cozinhar. Esta é uma ótima forma de aprender os passos básicos. Além disso, você pode se aproximar dessa pessoa ou até mesmo aprender como cozinhar receitas especiais da família que foram passadas de geração a geração.
  3. Plante uma horta. Uma forma divertida de nutrir independência é cultivar a sua própria comida. Uma horta dá a você um meio barato e interativo de ter frutas e vegetais em estações específicas, o que também trará uma maior satisfação ao comê-los.
    • Se você vive em uma área urbana, talvez não consiga cultivar uma horta grande, mas poderá ter uma plantação de tomates em uma varanda ou um vaso de ervas por perto, para dar sabor à comida. Algumas áreas urbanas também podem ter jardins comunitários ou terraços livres que você possa usar ou com os quais contribuir.
    • Algumas comunidades oferecem ferramentas de jardinagem para locação ou dão aulas de jardinagem na biblioteca. Esses tipos de recursos podem ajudá-lo se você for um iniciante.
  4. Domine os passos básicos para emergências médicas. Saber o que fazer em uma situação de emergência médica pode ajudá-lo a salvar uma vida e dar a você a confiança de se sentir independente, mesmo diante do inesperado.
    • Faça uma aula de ressuscitação cardiopulmonar, ou RCP. Além da Cruz Vermelha, há faculdades e hospitais que dão cursos de RCP e primeiros socorros, podendo ajudá-lo a saber o que fazer no caso de uma emergência que envolva engasgo ou inconsciência da vítima.
    • Aprenda o que é necessário durante uma situação de emergência. Você saberia o que fazer se estivesse acampando numa floresta e um amigo fosse picado por uma cobra? Saber como lidar com situações imprevistas o ajudará a ser a pessoa responsável em uma emergência. A Cruz Vermelha permite a você obter guias com instruções quanto ao que fazer em diversas situações.
    • Pratique o uso de equipamentos médicos. Se você ou alguém precisar de tratamento médico contínuo, depender de um profissional da área da saúde para dar uma simples injeção ou colocar uma agulha intravenosa com frequência pode não ser muito conveniente. Peça a um enfermeiro que o ensine como usar certos dispositivos domésticos para ter controle da situação e conseguir para si mesmo (e para o seu ente querido) uma maior independência.
  5. Entenda os cuidados básicos da mecânica de automóveis. Não seja a dama em perigo no lado da estrada quando um pneu furar. Esperar pela assistência automotiva pode colocá-lo em uma posição delicada, deixando-o vulnerável a diversos perigos. Para os reparos mais básicos, o YouTube representa uma fonte inestimável de recursos que ensina como eles são feitos. Nesse caso, quase sempre é possível encontrar um vídeo que lida precisamente com a marca e o modelo de seu carro, algo que será muito útil quando o veículo exige métodos de reparo não convencionais.
    • Aprenda como trocar um pneu. A troca básica de pneu pode ser feita por qualquer pessoa com conhecimento e habilidade suficientes. A fórmula é afrouxar as porcas, elevar o veículo com o macaco, removê-las, tirar o pneu, colocar o estepe no lugar, recolocar as porcas, descer o carro e apertar as porcas. Leia o manual de seu veículo e peça a um profissional treinado que faça uma demonstração.
    • Descubra como funcionam motores e correias. Saber fazer um exame cuidadoso e observar quando a correia está prestes a estourar ou se pode haver algum problema no motor pode poupar não apenas tempo, mas também dinheiro. Além disso, trocar as correias é uma tarefa fácil cujo preço de serviço para um mecânico profissional geralmente será muito superior ao custo do próprio produto. Separar tempo para fazê-lo por conta própria pode trazer uma considerável economia financeira.
    • Faça uma troca básica de óleo e fluidos. Eles devem ser trocados e substituídos de forma rotativa. Uma simples troca de óleo pode ser feita em casa, com materiais e conhecimento adequados. Cada sistema tem recomendações diferentes, e o manual do usuário de seu veículo indicará em qual quilometragem devem ser feitas algumas tarefas de manutenção determinadas.
  6. Mantenha a saúde. Declare a independência de medicamentos prescritos e consultas médicas para qualquer problema ou dor mantendo-se tão saudável quanto possível por conta própria.
    • Exercite-se regularmente. A Associação Americana do Coração recomenda exercitar-se três a quatro vezes por semana para diminuir os níveis de colesterol e pressão sanguínea. Mantenha o sangue e os tecidos saudáveis realizando alguns exercícios cardiovasculares ou anaeróbios com regularidade.
    • Coma uma dieta limpa e saudável. Respeitar o seu corpo significa enchê-lo com alimentos integrais cultivados na terra e em seu estado original. Abandone os alimentos processados e gordurosos, batatas chips empacotadas e comidas e bebidas açucaradas para nutrir e preservar o seu corpo.
  7. Saiba quando visitar um médico. Pode ser tentador decidir controlar a própria saúde sem jamais voltar ao consultório médico. No entanto, esse nem sempre é o melhor caminho, já que há casos nos quais pode ser necessário obter assistência médica.
    • Se você é um "freguês" constante do consultório médico por conta de um problema crônico, essas visitas podem diminuir caso adote uma dieta saudável e uma rotina de exercícios. No entanto, é importante continuar o cronograma de visitas regular para check-ups e testes de rotina com base na idade e fatores de risco para a detecção antecipada.
    • Saiba quando você tem risco para a contração de determinadas doenças devido a saúde, histórico familiar e estilo de vida.
    • Aprenda quais são os sinais de aviso de problemas que apresentam risco à vida, como doenças cardíacas, derrame, DPOC, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer (especificamente o de pulmão), HIV/AIDS, diarreia crônica e diabetes.
    • Tente aprender sobre outros problemas que comumente causam morte no mundo: doença de Alzheimer, gripe e pneumonia, doenças renais e suicídio, ou outros males que provocam uma debilitação grave, como artrite, depressão e vícios de substâncias.
  8. Viva fora da rede. Se você realmente quer afirmar a própria independência, tente viver fora da rede. Poupe dinheiro dos gastos energéticos vivendo da terra e demonstre que você pode viver sem assistência.
    • Considere o cultive de toda a sua comida. Da jardinagem ao cultivo de frutos e cogumelos, aprenda sobre os diferentes tipos de comida que podem ser plantados e comidos na natureza. Seja extremamente cuidadoso ao comer qualquer coisa presente em ambientes silvestres, já que algumas plantas são tóxicas. Você talvez até consiga caçar a sua própria carne, mas lembre-se de seguir as leis de caça locais.
    • Explore fontes de energia alternativa. Faça parte da iniciativa "ecológica" e investigue quais são as fontes energéticas alternativas à sua disposição na atualidade. Você poupará dinheiro e diminuirá a sua pegada de carbono com poucos passos. Apenas lembre-se de não se endividar ou fazer empréstimos que eliminem os benefícios financeiros.
    • Experimente antes de comprar. Se você não sabe ao certo se pode viver dessa forma, considere procurar por uma casa de férias para alugar que já esteja fora da rede (por exemplo, em uma área afastada, como uma ilha ou floresta isolada) e transforme as próximas em uma missão investigativa.

Sentindo-se emocionalmente autossuficiente

  1. Aprenda a cuidar de seus próprios sentimentos e emoções. Ter autossuficiência emocional significa que você é capaz de processar as próprias emoções e não requer que outros validem a sua experiência e os seus sentimentos em seu lugar. Aprender como processar sentimentos e emoções por conta própria indica aprender a ser mais introspectivo e procurar por razões menos óbvias para o que você sente, em vez de receber tudo de forma literal.
    • Esse processo pode resultar em um maior entendimento da raiz de suas emoções e de meios para evitar sentimentos negativos.
    • Dentre as várias formas de aprendizado para se tornar alguém mais introspectivo e reflexivo, incluem-se a terapia profissional, livros de autoajuda e certos ensinamentos religiosos (por exemplo, a doutrina budista com respeito à identidade e as formas como ela pode contribuir com o sofrimento).
  2. Mantenha o sentimento de autossuficiência. Se você já pensa ter autossuficiência emocional em seu relacionamento, tente manter esse sentimento mesmo em face de grandes transformações, como na espera por um novo filho.
  3. Evite "triângulos" amorosos sempre que possível. Frequentemente, ao terem seus sentimentos feridos, muitas pessoas provocam outras a fim de ajudá-las a processar essa experiência e evitar conversar diretamente com quem causou o problema. O psicólogo Murray Bowen dá a essas situações o nome de "triângulos".
  4. Expresse as suas ansiedades de forma adequada. Se há algo pesando o seu relacionamento, expresse essas preocupações e compartilhe experiências sem deixar que outras pessoas elevem essa dor, tornem a ansiedade em algo crônico ou tentem solucionar o problema em seu lugar.
    • Em outras palavras, as pessoas devem agir como recursos umas das outras, mas sem piorar a situação ou tampouco substituir o raciocínio individual de cada uma.
  5. Compartilhe as responsabilidades de forma igualitária. Quando duas ou mais pessoas têm uma responsabilidade compartilhada, os indivíduos devem ser autossuficientes lidando com suas obrigações de maneira justa.
    • As pessoas também devem cuidar de suas responsabilidades individuais sem negligenciar as conjuntas.
    • Cada pessoa em um relacionamento deve permanecer confiante quanto à lealdade e ao compromisso das outras, bem como à capacidade de cada uma de cumprir com sua responsabilidade.
    • Por exemplo, se um casal tiver um bebê, eles terão responsabilidades compartilhadas como pais e responsabilidades individuais como profissional ou cuidador. Se uma pessoa fica em casa para cuidar do bebê, aquela que vai ao trabalho terá responsabilidades e preocupações diferenciadas. Da mesma forma, a pessoa que fica em casa também terá responsabilidades e preocupações exclusivas à sua função.
  6. Peça ajuda quando for preciso. Você deve tentar diferenciar entre problemas e ansiedades que pode processar ou resolver por conta própria e aqueles que requerem uma ajuda externa.
    • Se você pede auxílio para outras pessoas com muita frequência, elas podem se sentir sobrecarregadas, tornando-se menos receptivas e dispostas a oferecer ajuda. Além disso, você talvez se torne dependente de outros.
    • Se você raramente pede auxílio, você pode ficar ressentido e começar a ver outras pessoas como egoístas, indiferentes e incapazes de dar apoio. Além disso, você pode ficar sem a ajuda de que tanto necessita.
    • Usar outras pessoas como ajuda é saudável desde que você não crie dependência por qualquer uma delas para processar emoções, evitando assim que sintam uma perda de lealdade e compromisso em seu relacionamento.
  7. Avalie se novos desafios serão responsabilidades compartilhadas ou individuais. À medida que os relacionamentos avançam, sempre haverá questões e responsabilidades específicas a uma pessoa e outras, que serão compartilhadas.
    • Com o surgimento dessas questões, cada pessoa deve reconhecer se o problema ou a responsabilidade é individual ou compartilhada e, ainda, dialogar com a outra sempre que outros recursos forem necessários.
    • Assim como um presidente ou outro chefe de estado poderia discutir uma questão com conselheiros importantes, o indivíduo deve ser capaz de confiar em si mesmo, assim como nas pessoas consultadas, para ser autossuficiente. A pessoa deve também saber quando a decisão deve ser compartilhada e assegurar-se de que a outra se sinta confiada e envolvida.
    • Por exemplo, durante o crescimento do filho de um casal, os pais ou responsáveis devem desenvolver seu próprio relacionamento com a criança e seu próprio estilo de paternidade ou maternidade e ainda cumprir com as responsabilidades de sua função, especialmente em problemas maiores que exigem o trabalho de ambos (por exemplo, a faculdade do jovem). As pessoas devem cuidar de suas próprias responsabilidades e emoções e ainda reconhecer o direito da outra parte de, em alguns casos, fazer as coisas de uma forma diferente.
  8. Processe as emoções escrevendo sobre elas. Para ajudá-lo a registrar o desenvolvimento emocional de um relacionamento, considere escrever um diário. Trata-se basicamente de um registro diário de suas atividades, mas ele é diferente no sentido de que se concentra em escrever de forma mais introspectiva, reflectiva e pensativa. Por exemplo, em vez de apenas dizer que você e a outra pessoa saíram para olhar móveis para o bebê, concentre-se em como você se sentiu ao passar por essa experiência e use esses eventos como forma de ajudá-lo a organizar os próprios pensamentos. Escrever um diário é algo bastante intimista sem regras ou procedimentos fixos, mas há algumas dicas que podem facilitar o começo da atividade:
    • Encontre um espaço limpo, confortável e silencioso. Você também dever poder retornar a ele com frequência e, se fizer questão de uma maior privacidade, ele deve ser um local mais reservado.
    • Antes de escrever, permita-se tempo para relaxar e refletir. Ouça músicas para estimular as emoções.
    • Quando você estiver pronto para sair, apenas escreva. Não se preocupe em ter uma gramática, ortografia ou escolha de palavras perfeita. Não pense na possibilidade de outros lerem o que está escrevendo ou em que isso afetaria a opinião deles sobre você. Considere esse diário como um espaço confidencial e isento de julgamentos.
  9. Seja persistente com o diário. Se você tem dificuldades para escrever, explore essa limitação com frases prontas. Para se decidir entre elas, defina qual é a primeira que vem à mente ou pegue um dicionário, enciclopédia ou outro livro, folheando as páginas até encontrar uma emoção. Não gaste muito tempo escolhendo uma palavra — apenas pegue a primeira que encontrar. Coloque essa palavra onde você encontrar <emoção> abaixo. Se ela for uma emoção importante em sua vida, separe uma semana para escrever todas as seis frases prontas e use o sétimo para ler o que foi escrito:
    • Escreva <emoção> no topo da página e faça associações livres ao longo da página, até sentir-se em paz e não ter mais pensamentos brotando na mente.
    • Para você, o que significa sentir <emoção>?
    • Quando você mais sentiu <emoção>? Você se sente mais ou menos conectado a outros quando sente <emoção>?
    • Quando você menos sentiu <emoção>? Você se sente mais ou menos conectado a outros quando não sente <emoção>?
    • Como você reage a <emoção> em outros? Qual é a fonte dessa reação?
    • Reflita em citações que incluam <emoção> (use um diretório de citações, como a wikiQuote, para encontrar uma que contenha a emoção desejada).
  10. Releia os seus textos diários. À medida que o diário cresce, releia ocasionalmente o que foi escrito, concentrando-se em como os seus relacionamentos mudaram e em quão mais ou menos autossuficiente você se tornou.
    • Onde você observar que há espaço para mais autossuficiência, pense em formas de (1) assumir responsabilidade, (2) informar-se, (3) saber aonde você está indo e (4) tomar as próprias decisões.
  11. Se necessário, busque aconselhamento. Embora pareça contraproducente, receber ajuda de um bom terapeuta pode torná-lo mais autossuficiente. Escrever um diário pode trazer à tona diversas emoções com as quais será difícil lidar por conta própria e, por isso, é importante estar pronto para pedir ajuda sempre que você se sentir muito ansioso ou deprimido.

Dicas

  • Aprenda algo novo todos os anos. Quer se trate de tecer cestos de vime ou administrar uma injeção intravenosa em seu cachorro, aprender uma habilidade completamente nova o deixará com mais cartas na manga.
  • Conheça pessoas advindas de todos os cenários e disciplinas. Você pode aprender de forma extraordinária com outros — por isso, busque relacionar-se com pessoas bondosas e genuínas com procedências e habilidades diversas.
  • Tenha sempre em casa um kit emergencial incluindo água potável suficiente para a toda a família por dois a três dias, alimentos não perecíveis, lanternas, um rádio e um kit de primeiros socorros.
  • Mantenha-se autêntico. Não tente mudar a sua personalidade inerente para acomodar a forma como outros se comportam. Atenha-se aos seus princípios e objetivos básicos para manter a própria independência.

Avisos

  • Embora um estilo de vida independente desenvolva confiança e paz interior, jamais tenha medo de pedir ajuda. Às vezes, especialmente em situações de emergência, talvez seja preciso pedir assistência ou ter um profissional que cuide de você, caso necessário.
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