7 Formas de Saber se Alguém Pode Amar uma Pessoa que a Traiu

Опубликовал Admin
8-11-2023, 12:00
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Pessoas que traem geralmente alegam que amavam — e muitas vezes que ainda amam — quem foi enganado. Mas será que são declarações verdadeiras? Para começar, o amor é muito complexo e a infidelidade não significa que será mais fácil definir se há ou não paixão; consequentemente, muito vai se resumir àquilo que você acredita ser o certo. Se estiver tentando explorar o vínculo entre amor e infidelidade, este artigo lhe ajudará bastante. No entanto, lembre-se de que seus sentimentos são válidos, você merece amor e pode se recuperar, seja qual for a situação difícil que estiver enfrentando no momento.

É possível amar e trair a mesma pessoa?

  1. É complicado e não há respostas concretas e definitivas. O amor é muito complexo e a infidelidade também não é nada simples. As traições ocorrem por dezenas de razões. Pode ser frustrante ler isso: é impossível saber se é possível amar e trair alguém ao mesmo tempo.
    • Talvez exista uma maneira de reconstruir uma relação após uma traição e reencontrar o amor, mesmo que acredite verdadeiramente que você ou o parceiro nunca experimentaram o amor verdadeiro.
    • Você pode alegar que a “pulada de cerca” não significa, necessariamente, que você nunca amou o companheiro, mas ele poderá entender que você não o respeita ou sente a necessidade de valorizá-lo.

Por que as pessoas traem?

  1. Alguns praticam a infidelidade por se sentirem esquecidos ou negligenciados. Um indivíduo que considera que o parceiro não se importa com ele no relacionamento pode acabar procurando essa satisfação emocional com outro. Mesmo que tenha a percepção distorcida, eles irão até onde precisarem para que se sintam amados, cuidados e apreciados.
    • Isso não significa que quem sofreu a traição a merece. Mesmo que uma parte negligencie o companheiro, este último sempre poderá encontrar formas muito melhores para tratar o problema. Ninguém merece esse tipo de deslealdade.
  2. Pode existir um problema psicológico ou emocional que dificulta a estabilidade. Pessoas que sofrem com vícios, seja com sexo, amor ou qualquer outra coisa, podem “pular a cerca” porque é uma atitude que os satisfaz. Quem possui certos distúrbios emocionais ou mentais pode estar mais suscetível à infidelidade. Por exemplo, alguém com transtornos bipolares apresenta maior chance de reagir com um comportamento sexual inadequado durante fases maníacas.
    • A “ansiedade do apego” se refere a quem tem muito medo à medida que conhece melhor uma pessoa; geralmente, é resultado de uma infância traumática. Aqueles que sofrem muito com esse distúrbio podem ter maior suscetibilidade em trair.
  3. Uma parcela de pessoas é infiel devido ao estresse ou à baixa autoestima. Há casos em que tal comportamento sequer tem relação com o cônjuge, e sim com a percepção de não merecerem um relacionamento saudável ou amoroso. Outros traem porque se sentem mal em relação a si próprios, e ainda existem aqueles que gostam da sensação boa que a infidelidade traz, sem ter uma forma mais produtiva de se livrar dessa “dor”.
    • Essa não é, em hipótese alguma, uma maneira sadia de lidar com tal aflição. Sentir-se mal em relação a si mesmo, ser muito estressado ou assustado não são motivos válidos para trair alguém.

Sofrer uma traição significa que o parceiro nunca me amou?

  1. Não, a infidelidade não indica que o amor não foi real. Há uma ideia de que algo precisa estar errado, em uma relação, para que a traição aconteça, mas na verdade, pessoas felizes e saudáveis, em uniões prósperas, traem com tanta frequência quanto em relacionamentos problemáticos. Independentemente de acreditar que alguém possa ou não amar o companheiro quando trai, é difícil argumentar que nunca existiu amor apenas devido a isso.
    • As pessoas se apaixonam e “desapaixonam” a todo momento. Mesmo se algo deu errado ou alguém cometeu um equívoco, teoricamente é possível afirmar que o amor existiu antes e depois da infidelidade, mesmo que não estivesse presente ao consumá-la.
    • Há indícios científicos de que é possível amar mais do que uma pessoa ao mesmo tempo. É o que as pessoas que defendem o poliamor sentem (apesar de que a traição não é poliamor e vice-versa).

Ainda é possível amar alguém após trair?

  1. Sim, nada acaba até que você queira que termine. Reconstruir um relacionamento após um caso pode ser complicado, mas a chance existe. De início, não tome nenhuma decisão precipitada; pense no que você deseja e abra espaço para que vocês possam processar os próprios sentimentos. Se vocês quiserem consertar o relacionamento, procurem um bom terapeuta de casais; a chance de “cicatrizarem” as feridas vai aumentar bastante.
    • Esse processo funciona diferente para cada casal. Alguns conseguem chegar a um entendimento sem grandes dificuldades, assumir a responsabilidade pelos erros cometidos e recomeçarem mais forte do que nunca. Outros precisam de anos para que consigam se recuperar do baque da deslealdade do parceiro.
  2. Existem pessoas que não conseguem voltar a amar depois de serem traídas. Não há nada de errado se você sofreu com uma infidelidade e sentiu que o amor se esvaiu de seu coração. É uma reação totalmente normal e compreensível, que muitos nessa situação enfrentam. Caso já tenha sido traído e não consegue encontrar uma maneira (ou a vontade) de prosseguir com a relação, deixe-a e toque sua vida em frente.
    • O indivíduo que traiu também pode experimentar o mesmo. Alguns descontam a raiva no parceiro e tomam a decisão de enganá-los para “dar o troco”, já que se sentem irritados e têm a sensação de que foram levados ao limite dentro do relacionamento. É muito difícil que alguém assim consiga se livrar de tal ressentimento e raiva.

Um homem pode trair e ainda amar você?

  1. O gênero não tem impacto em relação à presença ou não do amor. De acordo com estatísticas, os homens têm maior chance de serem infiéis do que as mulheres, porém não por muito: 23% a 19%. No entanto, qualquer sujeito é capaz de trair e de amar; independentemente de como você se sente sobre essa questão, sua percepção não deve mudar de acordo com o sexo da pessoa.
    • Muitas das diferenças que são apontadas entre gêneros e a traição se resume a quem admite que não foi fiel. Provavelmente, os homens apenas têm mais chance de admitirem que traíram.

Quem trai se sente culpado?

  1. É comum que o infiel se sinta muito culpado pelo comportamento inadequado. A traição é uma violação profunda da confiança de alguém, e cruzar esse tipo de limite traz todos os sentimentos de culpa, vergonha, desgosto e desespero à tona. A grande maioria das pessoas se arrepende profundamente da traição, o que pode levar ao surgimento de remorso se nunca assumirem a responsabilidade pelas suas ações.
  2. Uma porcentagem pequena de quem trai não sente culpa. Há indivíduos que traem porque são “viciados em adrenalina”, ou seja, adoram a sensação de enganar alguém e se safar. É uma parcela bem reduzida entre quem já traiu o companheiro, mas eles existem e podem, se flagrados, até agirem como se estivessem se sentindo culpados ou arrependidos.
    • Se a infidelidade aconteceu em seu relacionamento, não suponha que o parceiro não está com remorso. É impossível saber o que passa pela cabeça (e coração) dele, mesmo que a pessoa diga que não se sente culpada, afinal, é provável que ela esteja apenas tentando dar uma desculpa pelo próprio comportamento.

Quem trai sempre repete esse comportamento?

  1. Nem sempre, mas quem já foi desleal têm mais chance de trair outra vez. Há diversos exemplos de pessoas que foram infiéis apenas uma vez; por outro lado, estudos apontam que alguém que já traiu possui três vezes mais possibilidades de fazer isso novamente do que alguém que nunca “pulou a cerca”. Em outras palavras, o popular ditado “once a cheater, always a cheater” (“uma vez infiel, sempre infiel”, ainda que o sentido aqui seja mais de “trapaceiro) não é verdade, mas um sujeito que já traiu tem maior chance de fazê-lo outra vez.
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