Como Cultivar Plantas em Vasos

Опубликовал Admin
11-04-2018, 11:00
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Cultivar plantas em vasos vai poupá-lo do trabalho maçante de combater ervas daninhas e limpar o canteiro, e lhe permite passar diretamente para a parte mais divertida! Primeiramente, proporcione as condições de solo e luminosidade de acordo com a espécie que deseja cultivar. Quando estiver pronto para o plantio, aninhe bem a planta no vaso e encharque o solo para assentar as raízes em seu novo lar. Regue, fertilize e pode a planta regularmente, mantendo-se sempre atento a sinais de pragas e doenças. Com um pouco de esforço, você poderá manter as plantas bem verdinhas durante a estação vegetativa ou, dependendo da espécie, por muitos anos!

Criando o ambiente adequado

  1. Escolha um vaso com furos de drenagem. Vasos vêm em todas as formas, tamanhos e cores, mas o aspecto mais importante é o escoamento. O item que você comprar tem de ter pequenos furos na base para não afogar as raízes da planta que vai abrigar.
    • Se você não quer se livrar de um vaso sem furos, terá de comprar outro modelo um pouco menor com furos de drenagem e acomodá-lo dentro do vaso maior.
    • Escolha um prato adequado ao vaso. Os requisitos a que o prato deve atender são: caber sob o vaso, ter capacidade para a água escoada e evitar derramamentos.
  2. Escolha uma planta que goste de luz se o vaso vai ficar em sol pleno. A melhor localização para o vaso depende da planta que ele abriga. As espécies de pleno sol podem ser deixadas nos pontos mais iluminados do jardim e perto de janelas.
    • Se você deseja pôr o vaso num ponto específico da casa, observe bem as características do lugar antes de comprar a planta. Ele deve receber pelo menos 6 horas de sol por dia. Caso contrário, opte por uma planta adequada a ambientes parcialmente sombreados.
    • As plantas de sol pleno englobam a maioria das floríferas: petúnia, gerânio, sálvia, lírio (verdadeiro ou de Canna) e lilás. Plantas que dão frutos e vegetais, como o tomateiro, pimentas e o pepineiro, também são bem afeitas ao sol. Entram na categoria ainda algumas ervas: manjericão, tomilho e alfazema.
  3. Ponha na sombra as plantas que não se dão tão bem com o sol. Quando estiver no viveiro de plantas ou na loja de artigos domésticos, procure plantas identificadas como “tolerantes à sombra” ou “sol moderado”. Recebem essas classficações as espécies que precisam de 3 horas de sol por dia ou menos.
    • Suas melhores opções nessa categoria são a begônia, a avenca, o açafrão-verdadeiro, a vinca, o lírio-do-vale e algumas tulipas. A ajuga e o coração-magoado toleram bem a sombra e produzem bonitas folhas em cores variadas.
    • Apesar de crescerem melhor em sol moderado, o clorofito e a espada-de-são-jorge toleram a baixa luminosidade. São muito populares devido aos poucos cuidados que exigem.
  4. Use terra cujo potencial de drenagem seja adequado à planta. Se você usar terra do seu próprio jardim, ela se ressecaria e endureceria. A terra de jardim que se compra por aí, por sua vez, é densa demais para propiciar a drenagem adequada. Se você já tem um saco de terra de jardim e não quer gastar mais, faça uma mistura de partes iguais de terra de jardim, turfa e perlita.
    • A terra para vasos vendida em lojas de jardinagem é a melhor opção para a maioria das plantas. No entanto, há vegetais com exigências específicas: orquídeas precisam ser cultivadas num substrato rico em pedaços de casca de árvore e outros fragmentos grandes de alguma matéria orgânica.
    • Frutas e vegetais prosperam em solos argilosos, ricos em nutrientes e capazes de reter bastante umidade.
    • Cactos e suculentas preferem solo arenoso, com bom escoamento. Pode-se plantá-los em substrato específico para cactos ou preparar em casa uma mistura de partes iguais de areia e solo para vasos.
  5. Ajuste o pH do solo, se necessário. Teste o pH e faça os ajustes de acordo com a planta a ser cultivada. Para aumentar a acidez, incorpore à terra esfagno, turfa ou enxofre. Para tirar acidez, calcário ou cinzas de madeira.
    • Plantas que, como as banksias e grevíleas, são sensíveis ao fósforo têm de ser cultivadas em solo de baixos níveis de acidez e fósforo. Camélias e azaleias, por sua vez, prosperam em solos cuja acidez e teor fosfórico sejam elevados.
    • Ao comprar terra para o vaso, lembre-se de que o pH e a concentração de fósforo têm de ser compatíveis com os recomendados para a planta que deseja cultivar.
  6. Conceda o espaço adequado à planta. Arbustos (entre eles o hibisco e a buganvília) e plantas frutíferas e produtoras de vegetais precisam de muito espaço. Devem ser mantidas num vaso com 30~60 cm de profundidade e pelo menos 20~40 L de capacidade.
    • Seringueiras, tomates, pimentas e cenouras saem-se melhor em canteiros ou na natureza, pois têm enormes sistemas de raízes que drenam muitos nutrientes da terra.
    • Plantas de raízes mais compactas, como violetas, senécios, margaridas, ajugas, lisimáquias e suculentas em geral, podem dividir espaço com outras plantas. Para que tenham espaço para crescer, plante-as em intervalos de 10~15 cm, ou de acordo com as instruções do vendedor.

Fazendo o plantio

  1. Preencha o terço inferior do vaso com pedras, cacos de cerâmica ou flocos de isopor. A não ser que você vá plantar uma árvore pequena ou um arbusto de raízes longas, é importante cobrir o fundo do vaso com algum dos materiais citados acima. Também é possível usar latas de refrigerante ou galões de leite amassados. Preencha ⅓ ou ¼ do recipiente com o material escolhido.
    • Esse preenchimento serve para melhorar a drenagem e diminuir a quantidade necessária de terra, que pode ser bem cara. Pequenos objetos como pedras e cacos de cerâmica são ótimos para suculentas e ervas, que prosperam em substratos com bom escoamento e vasos pequenos. Use objetos que ocupam mais espaço, como latas de refrigerante ou galões de leite amassados, em vasos maiores.
    • Use uma quantidade limitada do forro se se trata de uma planta de raízes grandes, como pequenas árvores citrinas, tomateiros, morangos, hibiscos e arbustos em geral. Nesse caso, uma camada de 2,5~5,0 cm de pedras ou cacos de cerâmica já basta para melhorar a drenagem sem pôr as raízes em risco.
  2. Adicione terra até 5 cm da boca do vaso. Você pode despejá-la diretamente se for um vaso grande ou acomodá-la com uma espátula se for um vaso pequeno. Deixe a terra solta. Para regularizar a superfície, sacuda o vaso em vez de compactar a terra. Deixar um espaço de 5 cm entre a superfície da terra e a borda do vaso torna mais fácil regar a planta sem derramar água.
    • O espaço entre a terra e a borda ainda ajuda a fazer o buraco para o plantio.
  3. Regue as plantas minuciosamente e tire-as do copo plástico em que vieram da loja. Encharcar a terra facilita o transplante para o novo vaso. Coloque sua mão sobre o copo plástico de modo que o caule da planta fique entre seus dedos. Vire o copo de ponta-cabeça e, delicadamente, esprema as laterais para remover o torrão de raízes ainda com a terra agregada em torno dele.
    • Não puxe a planta pelo caule, e evite ao máximo afetar as raízes.
    • Uma a uma, tire as plantas dos copinhos temporários, faça o plantio e passe para a seguinte.
  4. Com delicadeza, massageie o torrão de raízes para estimular o desenvolvimento. Ao remover a planta do copo plástico, apalpe as raízes delicadamente com as pontas dos dedos para soltar a terra agregada em torno delas. Não tente desemaranhá-las, empregar força excessiva e nem tirar toda a terra que as envolve. O objetivo é apenas soltar as raízes ligeiramente, no intuito de que se fixem bem ao solo do novo vaso.
  5. Cave um buraco de tamanho igual ao do torrão de raízes. Ele deve ficar bem centralizado no vaso e ter dimensões que acomodem bem as raízes. A profundidade deve ser tal que o pescoço da planta (o ponto de encontro entre o caule e as raízes) esteja alinhado à superfície. Insira as raízes no buraco e preencha-o com terra para regularizar a superfície.
    • Se você vai cultivar apenas uma planta no vaso, não terá de se preocupar com a disposição nem com o espaço em torno dela.
  6. Se vai cultivar várias plantas juntas, deve deixar as mais altas no centro. Comece cavando um buraco no centro para o espécime mais alto. Acomode as raízes de tal modo que o pescoço do vegetal se alinhe à superfície do solo e termine de preencher o buraco com terra.
    • Gramíneas altas, dragoeiros e espadanas, por exemplo, devem ocupar o centro do vaso. E, sendo o vaso bem profundo, azaleias, hibiscos e taro também podem ser os elementos centrais da composição.
  7. As plantas mais baixas devem ficar próximas às beiradas. Quando terminar de plantar os espécimes mais altos, trabalhe rumo às bordas do vaso, posicionando flores, videiras e outras plantas menores. É possível deixar na faixa central as plantas floríferas ou de flores coloridas, e, a cerca de 5 cm da borda, as videiras, que vão escorrer pelas laterais do vaso.
    • O coração-magoado, a ajuga e a hosta são ótimas plantas para essa zona intermediária. Petúnia, sálvia, violeta e gerânio são flores comumente usadas para trazer um pouco de cor à composição.
    • Se você quer plantas com folhas que se espalham pelas bordas do vaso, considere a lisimáquia, a clematis, a hera e a dedinho-de-moça.
    • Para que tenham espaço para crescer, plante-as em intervalos de 10~15 cm, ou de acordo com as instruções do vendedor. Não se preocupe se o vaso parecer um pouco vazio. Cada indivíduo precisará de espaço para crescer, e os intervalos serão preenchidos num piscar de olhos.
  8. Encharque o solo totalmente ao terminar o plantio, o que abranda o trauma do transplante. Regue as plantas até que a água comece a sair pelos furos de escoamento e a superfície do solo esteja saturada, o que pode levar vários minutos, dependendo da capacidade do vaso. Lembre-se de pôr um prato sob o vaso para captar a água que vai sair pelos furos.
    • Pare de regar quando vir a água vazando por baixo do vaso.
    • O ideal é que a água esteja em temperatura ambiente, sobretudo para plantas tropicais, como o taro, a buganvília e orquídeas. Se a água do encanamento estiver muito fria, deixe a água no regador até que ela atinja a temperatura ambiente antes de usá-la.
    • Tudo bem usar água da torneira, contanto que ela seja livre de tratamentos desendurecedores. Água tratada com desendurecedores provocam o acúmulo de sal. Água destilada é a melhor para plantas carnívoras como a planta-jarro e a dioneia, que prosperam em solos pobres em nutrientes e são avessas aos minerais presentes na água encanada.

Cuidando das plantas

  1. Deixe um prato sob os furos de drenagem para apanhar a água que escorrer do vaso e evitar que ela empoce no piso, no beiral ou na mesa. Esvazie o prato cerca de uma hora depois de fazer a irrigação para evitar que as raízes apodreçam.
    • Caso o vaso seja muito pesado, sugue a água com o auxílio de um injetor de marinada.
  2. Regue o vaso quando o solo estiver seco de acordo com as necessidades da espécie em questão. A quantidade certa de água vai depender da planta, do tamanho do vaso e do ambiente em que se dá o cultivo (dentro ou fora de casa). A regra geral é irrigar a planta quando se insere o dedo na terra e a faixa superficial parece seca.
    • Se o solo está úmido e pode ser facilmente penetrado pelo seu dedo, não regue. Se parece seco e é preciso exercer força para inserir o dedo, é hora de fazer a rega.
    • Para a maioria das espécies, é melhor fazer uma irrigação completa e esperar o solo secar completamente antes de fazer a próxima do que manter o solo sempre úmido.
    • A maioria das plantas floríferas e frutíferas, vegetais e ervas tem de ser regada diaramente. Cactos e suculentas têm de ser regados em intervalos de no mínimo dois a quatro dias.
    • Havendo alguma dúvida, é melhor consultar as instruções de irrigação do vendedor e segui-las à risca.
  3. Trate a planta com grãos de fertilizante de liberação lenta uma vez por mês ou segundo as instruções do vendedor. A terra é despida de parte dos nutrientes a cada vez que é irrigada, daí a necessidade de fertilização periódica. A maioria das plantas prospera com grãos de fertilizante multiuso de liberação lenta, mas convém seguir as instruções dadas pelo vendedor para a espécie.
    • Use ½ colher de chá de grãos de fertilizante para cada 4 L de terra. Espalhe-as bem na superfície e use as pontas dos dedos ou uma pequena espátula para inseri-los a aproximadamente 5 cm de profundidade.
    • No mais das vezes, plantas floríferas e frutíferas e vegetais precisam de mais nutrientes do que ervas e suculentas. No entressafra ou quando as frutas estiverem maduras, fertilize tomateiros e pimentões a cada uma ou duas semanas. Fique atento à presença de folhas amareladas, que sinalizam fertilização excessiva.
    • Ervas como manjericão, coentro, alfazema e alecrim não precisam de fertilizações tão rigorosas, e são, aliás, muitos suscetíveis à fertilização excessiva. O mais indicado é tratá-las uma vez a cada três ou quatro meses.
    • Cactos e suculentas precisam de fertilização anual ou semestral.
  4. Pode as plantas quando notar folhas mortas. Corte-as com uma tesoura de jardinagem bem limpa. Corte os ramos num ângulo de 45° um pouco abaixo das regiões amarronzadas ou mortas. Contenha o tamanho da planta aparando os novos rebentos logo acima dos nós, o que a impede de crescer além do controle.
    • Os nós são como pequenos caroços ou brotos de onde despontam os novos ramos.
    • Se se trata de uma erva ou de uma espécie que se desenvolve rápido demais, evite podar mais do que 30% da folhagem de uma vez só. Podas exageradas podem debilitar e até matar a planta.
    • A poda encoraja o crescimento e dará origem a uma planta mais frondosa e robusta.
  5. Corte qualquer parte apodrecida ou mofada. Além da poda regular, também é necessário tirar as folhas doentes tão logo sejam detectadas. São sinais de doença o amarelamento das folhas, o surgimento de pontos pretos, marrons ou brancos e o mau cheiro. Se o problema persistir, trate a planta com um fungicida botânico em spray.
    • Procure numa loja de jardinagem um fungicida específico para o tipo de planta que você precisa tratar. Leia as instruções e siga-as à risca para fazer a aplicação.
    • Infecções fúngicas (assinaladas por pontos brancos ou pretos) e bacterianas, contaminação pelos fungos vulgarmente conhecidos como ferrugens (que dão às folhas um aspecto enferrujado), antracnose (indicada pela morte e pela produção de secreção em galhos).
  6. Aplique inseticida em caso de pragas biológicas. Se a planta foi infestada por insetos, procure um inseticida botânico numa loja de jardinagem. Lembre-se de que se o vaso é mantido dentro de casa, o produto deve ser específico para plantas domésticas. Leia as instruções e aplique o produto de acordo.
    • A maioria dos inseticidas botânicos é recomendada para algumas plantas específicas, que você pode ler no rótulo. Na loja, leia os rótulos dos produtos ou peça auxílio a um funcionário.
    • Pulgões, formigas, mosquitos, ácaros-rajados e moscas-brancas são as pragas mais comuns.
    • Pulgões, formigas e moscas são visíveis, mas detectar ácaros é mais difícil. Procure entre os ramos da planta teias bem finas com pontinhos minúsculos, quase invisíveis. Pontos verde-claros nas folhas e nos galhos e a presença de folhas amareladas, contorcidas ou mortas são sinais de infestação por ácaros.

Dicas

  • Escolha um vaso que seja bonito e atenda às suas necessidades. Se você quer contornar a entrada da casa com vasos, escolha modelos compatíveis com a aparência da fachada. E para embelezar o canto da sala de estar, escolha uma peça cujo estilo combine com a decoração do cômodo ou que traga um toque de cor.
  • Se você já sabe o tipo de plantas que quer cultivar e em que número, escolha o vaso de acordo com o tamanho da espécie quando adulta. Para cultivar ervas na janela, por exemplo, escolha um vaso pequeno. Para uma seringueira, um de 40 L.

Materiais Necessários

  • Vaso com furos de drenagem;
  • Terra para vasos;
  • Plantas;
  • Espátula;
  • Luvas para jardinagem;
  • Preenchimento para o fundo do vaso (cacos de cerâmica, pedras, latas de refrigerante ou galões de leite amassados);
  • Tesoura de poda.
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